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Coisas interessantes do Maker Faire 2011

May 30 '11
Celebrando o Fazer

Fui pela segunda vez no Maker Faire, (pra quem quiser ver alguma coisa sobre a primeira, entre aqui: http://domakerfaire.tumblr.com) e voltei ainda mais impressionado.
Não pela variedade de coisas inventadas ou feitas lá, mas pelo simples fato delas estarem feitas.
A Maker Faire pode ser definida como uma grande feira de ciências, ou mais do que isso, como uma grande exibição de "fazedores". Uma Celebração do simples ato de fazer algo. E mais do que isso, incentivar para que os outros também façam, também inventem, também experimentem.
Uma coisa que me impressionou muito foi a fala do apresentador, no palco principal, pouco antes da palestra do Adam Savage (MythBusters), em que ele exaltava a vocação americana de fazer coisas, de inventar de se reinventar. A cada palavra dele o pessoal ia à loucura, com frases do tipo ” A América é feita disso: Fazedores! Vamos!! Vamos fazer!! Criar! Inventar! Mostrar ao mundo as nossas idéias!”.
Babaquice a parte, estive pensando sobre como essa vocação se aplica ao brasileiro. o que o apresentador falaria? ” Somos brasileiros, somos um povo guerreiro, um país com raça!! Vamos mostrar para o mundo nossa força de vontade!”
Raça, luta, é meio, não é fim.
Vamos incentivar as pessoas a serem fortes, e vencerem na vida. Mas o que é vencer na vida? É se dar bem? E o outros, e o país? Vai ser um país de pessoas que se dão bem? Egoísta isso não?
Se você tem um objetivo, a raça vai te ajudar muito!
Mas sobreviver, ou ter condições dignas de sobrevivência (se dar bem), me parece que já não é mais um objetivo para o brasileiro.
Estamos melhores, com mais condições, mais posses até, mais facilidades, me parece que essa etapa de sobrevivência já foi cumprida, não?
E agora? Pelo que vamos usar a nossa força e raça? Queremos ser o que? Mostrar para o mundo que somos uma país de (…)
Discussões existenciais à parte, vamos fazer um resumão das coisas mais bacanas da feira.
No primeiro dia, aconteceram uma surpresa bacana e algumas realizações já esperadas. 
A surpresa ficou por conta da palestra do Sebastian Thrun, um professor de Stanford, que está a frente do projeto do Self Driving Car do Google. Tudo bem bacana, um carro andando sozinho no centro de São Francisco, com trânsito e todas as outras aventuras que um carro pode ter. Mas a surpresa aqui ficou na parte das perguntas finais. Duas me chamaram muito a atenção. A primeira: "Por que o Google?" e a segunda: "E as leis de trânsito?"
A resposta da primeira foi certeira: o Google tem mapeado todas as ruas do mundo (ou quase todas), eles tem a informação, construíram durante anos uma plataforma, está na hora de usar esses dados pra alguma coisa além de te ajudar a viajar.se localizar, não?
A resposta da segunda foi ainda mais simples: O projeto do Self Driving Car tem o objetivo de reinventar o carro, e as leis também terão que se reinventadas.
É outra vez o virtual movendo o real, literalmente. Assim que um carro, que estiver apto a dirigir sozinho estiver pronto pra existir, as leis (que não vão deixá-lo ser multado…hehe) tb vão ter que existir.
Legal pensar assim, né?
Ou você realmente acha que seres humanos e carros vão conseguir coexistir no planeta por mais 50 anos?
As realizações já esperadas ficaram por conta do Show do Mentos e Coca (sempre incrível), do Arc Attack fazendo um show de música com raios (explico depois) e da palestra do Massimo Banzi, um dos inventores do Arduino (se vc não sabe o que é Arduino, por favor, pare de ler esse blog).
A parte bacana da palestra do Banzi foi colocar a comunidade em primeiro no centro. Ele repetiu milhões de vezes que quem faz o Arduino são as pessoas. O Arduino sozinho não é nada. E tudo, absolutamente tudo o que eles fazem é pra facilitar a vida de quem quer inventar as coisas usando Arduino, e compartilhar. Parece bem simples, né? Mas não é.
Você deve conhecer um monte da falsas promessas em relação a isso. Neguinho que quer mais é se dar bem usando o trabalho do outros, não gente que quer que os outros se dêem bem em cima do seu trabalho.
O segundo dia foi realmente muito foda. Todo mundo esperava a palestra do Adam Savage (MythBusters), mas um pouco antes subiu ao palco o Mike Rowe o cara do “Trabalho Sujo” do Discovery Channel. Quando ele subiu no palco a galera foi a loucura! E eu pensando: “Tomara que esse cara seja rápido, pra eu ver logo a palestra do Adam”, tolinho… O cara é incrível, ele é o idealizador de vários programas do Discovery, e foi lá pra anunciar que fará uma espécie de “Dirty Jobs” com os “Makers”. Um programa pra mostrar quem está fazendo coisas. Quem dedica a vida a inventar coisas que podem mudar a sua vida. Incrível né?
Em seguida veio o senhor Adam Savage, falando sobre inspiração.
Bom, nem precisa falar que foi uma das coisas mais legais que já vi, ou ouvi. A grande supresa ficou por conta de uma das fontes de inspiração que ele citou: uma campanha da Reebok: http://www.youtube.com/watch?v=hslN0C8GGaA&feature=related Não é muito legal saber que a sua idéia pode inspirar pessoas? Pessoas como o Adam Savage!! UAU!!!
Mas o mais legal do Adam foi um momento que ele citou uma inspiração que veio de um livro sobre Sinuca. Sim ele é viciado em sinuca. Resumidamente, ele falou que ao começar a ler o livro tinha um capítulo sobre a bola. O texto dizia que se você quer ser um grande jogador de sinuca, precisa aprender a lidar com a frustração, e só há uma maneira de fazer isso: amar a bola, amar o jogo.
Pois você vai se frustar, e só a frustração ensina, o erro, a bola que não foi na direção que você queria. Se você não amar o jogo, você não consegue lidar com essa frustração, não consegue ir a diante. Afinal, a frustração faz parte do amor, não? Então, a frustração vai fazer parte de tudo o que você ama. Aprenda a lidar com ela, entenda que ela faz parte do seu amor pela sua profissão.
Wow!!! 
De resto, vi toda sorte de invenção, coisas inéditas ou não, o que importa aqui é FAZER, REALIZAR.
Afinal deveria ser o que importa na vida de todos, não?
Vamos celebrar o fazer!

Celebrando o Fazer

Fui pela segunda vez no Maker Faire, (pra quem quiser ver alguma coisa sobre a primeira, entre aqui: http://domakerfaire.tumblr.com) e voltei ainda mais impressionado.

Não pela variedade de coisas inventadas ou feitas lá, mas pelo simples fato delas estarem feitas.

A Maker Faire pode ser definida como uma grande feira de ciências, ou mais do que isso, como uma grande exibição de "fazedores". Uma Celebração do simples ato de fazer algo. E mais do que isso, incentivar para que os outros também façam, também inventem, também experimentem.

Uma coisa que me impressionou muito foi a fala do apresentador, no palco principal, pouco antes da palestra do Adam Savage (MythBusters), em que ele exaltava a vocação americana de fazer coisas, de inventar de se reinventar. A cada palavra dele o pessoal ia à loucura, com frases do tipo ” A América é feita disso: Fazedores! Vamos!! Vamos fazer!! Criar! Inventar! Mostrar ao mundo as nossas idéias!”.

Babaquice a parte, estive pensando sobre como essa vocação se aplica ao brasileiro. o que o apresentador falaria? ” Somos brasileiros, somos um povo guerreiro, um país com raça!! Vamos mostrar para o mundo nossa força de vontade!

Raça, luta, é meio, não é fim.

Vamos incentivar as pessoas a serem fortes, e vencerem na vida. Mas o que é vencer na vida? É se dar bem? E o outros, e o país? Vai ser um país de pessoas que se dão bem? Egoísta isso não?

Se você tem um objetivo, a raça vai te ajudar muito!

Mas sobreviver, ou ter condições dignas de sobrevivência (se dar bem), me parece que já não é mais um objetivo para o brasileiro.

Estamos melhores, com mais condições, mais posses até, mais facilidades, me parece que essa etapa de sobrevivência já foi cumprida, não?

E agora? Pelo que vamos usar a nossa força e raça? Queremos ser o que? Mostrar para o mundo que somos uma país de (…)

Discussões existenciais à parte, vamos fazer um resumão das coisas mais bacanas da feira.

No primeiro dia, aconteceram uma surpresa bacana e algumas realizações já esperadas. 

A surpresa ficou por conta da palestra do Sebastian Thrun, um professor de Stanford, que está a frente do projeto do Self Driving Car do Google. Tudo bem bacana, um carro andando sozinho no centro de São Francisco, com trânsito e todas as outras aventuras que um carro pode ter. Mas a surpresa aqui ficou na parte das perguntas finais. Duas me chamaram muito a atenção. A primeira: "Por que o Google?" e a segunda: "E as leis de trânsito?"

A resposta da primeira foi certeira: o Google tem mapeado todas as ruas do mundo (ou quase todas), eles tem a informação, construíram durante anos uma plataforma, está na hora de usar esses dados pra alguma coisa além de te ajudar a viajar.se localizar, não?

A resposta da segunda foi ainda mais simples: O projeto do Self Driving Car tem o objetivo de reinventar o carro, e as leis também terão que se reinventadas.

É outra vez o virtual movendo o real, literalmente. Assim que um carro, que estiver apto a dirigir sozinho estiver pronto pra existir, as leis (que não vão deixá-lo ser multado…hehe) tb vão ter que existir.

Legal pensar assim, né?

Ou você realmente acha que seres humanos e carros vão conseguir coexistir no planeta por mais 50 anos?

As realizações já esperadas ficaram por conta do Show do Mentos e Coca (sempre incrível), do Arc Attack fazendo um show de música com raios (explico depois) e da palestra do Massimo Banzi, um dos inventores do Arduino (se vc não sabe o que é Arduino, por favor, pare de ler esse blog).

A parte bacana da palestra do Banzi foi colocar a comunidade em primeiro no centro. Ele repetiu milhões de vezes que quem faz o Arduino são as pessoas. O Arduino sozinho não é nada. E tudo, absolutamente tudo o que eles fazem é pra facilitar a vida de quem quer inventar as coisas usando Arduino, e compartilhar. Parece bem simples, né? Mas não é.

Você deve conhecer um monte da falsas promessas em relação a isso. Neguinho que quer mais é se dar bem usando o trabalho do outros, não gente que quer que os outros se dêem bem em cima do seu trabalho.

O segundo dia foi realmente muito foda. Todo mundo esperava a palestra do Adam Savage (MythBusters), mas um pouco antes subiu ao palco o Mike Rowe o cara do “Trabalho Sujo” do Discovery Channel. Quando ele subiu no palco a galera foi a loucura! E eu pensando: “Tomara que esse cara seja rápido, pra eu ver logo a palestra do Adam”, tolinho… O cara é incrível, ele é o idealizador de vários programas do Discovery, e foi lá pra anunciar que fará uma espécie de “Dirty Jobs” com os “Makers”. Um programa pra mostrar quem está fazendo coisas. Quem dedica a vida a inventar coisas que podem mudar a sua vida. Incrível né?

Em seguida veio o senhor Adam Savage, falando sobre inspiração.

Bom, nem precisa falar que foi uma das coisas mais legais que já vi, ou ouvi. A grande supresa ficou por conta de uma das fontes de inspiração que ele citou: uma campanha da Reebok: http://www.youtube.com/watch?v=hslN0C8GGaA&feature=related Não é muito legal saber que a sua idéia pode inspirar pessoas? Pessoas como o Adam Savage!! UAU!!!

Mas o mais legal do Adam foi um momento que ele citou uma inspiração que veio de um livro sobre Sinuca. Sim ele é viciado em sinuca. Resumidamente, ele falou que ao começar a ler o livro tinha um capítulo sobre a bola. O texto dizia que se você quer ser um grande jogador de sinuca, precisa aprender a lidar com a frustração, e só há uma maneira de fazer isso: amar a bola, amar o jogo.

Pois você vai se frustar, e só a frustração ensina, o erro, a bola que não foi na direção que você queria. Se você não amar o jogo, você não consegue lidar com essa frustração, não consegue ir a diante. Afinal, a frustração faz parte do amor, não? Então, a frustração vai fazer parte de tudo o que você ama. Aprenda a lidar com ela, entenda que ela faz parte do seu amor pela sua profissão.

Wow!!! 

De resto, vi toda sorte de invenção, coisas inéditas ou não, o que importa aqui é FAZER, REALIZAR.

Afinal deveria ser o que importa na vida de todos, não?

Vamos celebrar o fazer!